Wednesday, June 17, 2009
Monday, April 27, 2009
Leonel Moura inaugura projecto de arte pública para o Terreiro do Paço
Na véspera das comemorações do 25 de Abril deste ano inaugurou um projecto de arte pública de Leonel Moura para a Praça do Comércio em Lisboa. A magnífica Praça destaca-se pela sua monumentalidade e por ter sido palco de alguns dos acontecimentos mais importantes da nossa história, espaço para inúmeras actividades sociais e culturais como a apresentação de diversas exposições de escultura pública.
Leonel Moura apresenta-nos a instalação “Jardins Portáteis” com 45 módulos de fibra de vidro coloridos que comportam formalmente um banco, vários elementos vegetais (Oliveiras) e um conjunto de cavidades de suporte à actividade humana. Nesta obra destinada a ser usufruída directamente pelo público, o artista conjugou dois conceitos, por um lado, o fascínio da sociedade contemporânea pela ideia de mobilidade, através do crescente interesse pelos mais variados dispositivos móveis - telemóveis e computadores portáteis -, e por outro lado, desafiando a ideia de permanência do objecto escultórico, acrescentando-lhe uma componente utilitária e funcional que estimule a interacção entre os indivíduos, e cumpra uma função social.
Esta intervenção tem a capacidade de humanizar qualquer espaço público dotando-o da poderosa presença da natureza, do aspecto lúdico e colorido de um equipamento de mobiliário urbano e criando todo o ambiente necessário para potenciar as relações humanas. Deste modo o artista português sugere, também, a necessidade de reflectir sobre a qualidade dos espaços públicos, recolocando as múltiplas actividades humanas no centro da sua concepção.
Friday, March 20, 2009
Notícia: Concurso de Projectos de Arte Urbana no C.C.B.

O Centro Cultural de Belém promove até 30 de Abril um concurso público para apresentação de propostas de Arte Urbana em diversas áreas (música, dança, teatro, performance, projecto site-specific, cinema, vídeo entre outros), com o objectivo de adaptar-se “às características dos espaços exteriores do Centro Cultural de Belém”.
Este concurso é uma boa oportunidade para jovens artistas apresentarem projectos em pequeno e médio formato, ensaiando novas formas de instalação de arte em contexto urbano. Os projectos devem ser enviados até dia 30 de Abril, para a seguinte morada:
Fundação Centro Cultural de Belém
CCB FORA DE SI | Rita Bagorro
Praça do Império
1449-003 LISBOA
Para informações adicionais contactar: Rita Bagorro | 21 361 2400 | rita.bagorro@ccb.pt ou o sítio do C.C.B.
Saturday, February 21, 2009
Thursday, February 12, 2009
Intervenções temporárias de Brian Tolle
Brian Tolle - For the gentle wind doth move Silently, invisibly, Cleveland, E.U.A., 2004-2006
A obra do artista nova iorquino Brian Tolle (1964) aborda as relações entre a história e a contemporaneidade através de instalações que criam uma relação iconográfica/formal com o contexto específico de cada local. É o caso da intervenção temporária denominada ”For the gentle wind doth move Silently, invisibly”, formada por12 pedestais neo-clássicos com urnas em poliuretano pintado, sugerindo através da sua inclinação a acção do vento. Para obter esse efeito, o artista calculou a intensidade da deslocação do vento do Lago Erie, em Cleveland.
1.º Seminário Internacional sobre Arte Pública na América Latina
Dennis Oppenheim - Monumento al Escape, Parque da Memória, Buenos Aires, 2006
O 1.º Seminário Internacional sobre Arte Pública na América Latina vai decorrer nos dias 5, 6 e 7 de Agosto de 2009 em Buenos Aires, na Argentina. O tema geral deste seminário é “Alcances da arte pública nas celebrações do primeiro centenário das independências em território latino-americano.”
Os temas de trabalho são: arte pública e memória, perspectivas da arte pública na celebração dos bicentenários das independências dos países latino-americanos, a arte no espaço urbano: relações e realizações, a arte pública como património cultural: projectos e realizações, problemáticas e questões metodológicas no campo da conservação e restauração da arte pública.
O prazo para o envio de um sumário das comunicações é o dia 27 de Fevereiro de 2009, a redação final da comunicação apresentada neste seminário tem que ser enviada até dia 30 de Abril de 2009. Os interessados podem obter mais informações em
Monday, February 2, 2009
Wednesday, January 21, 2009
Pirâmide Invertida de Bruce Nauman

Em 1977, Kasper Konig convidou nove artistas para conceberem projectos de escultura ao ar livre para a cidade de Munster, na Alemanha. O artista americano Bruce Nauman (n.1941) participou na primeira edição do Projecto Escultórico de Munster (1977), apresentando um projecto site-specific destinado ao Campo Universitário do pólo de Ciências daquela cidade. Apesar de não ter sido executado na época, este projecto acabou por ser recuperado passado trinta anos, integrando a quarta edição da grande exposição internacional de escultura pública de Munster (2007).
Bruce Nauman cria assim a ”Square Depression” uma praça em forma de pirâmide invertida subterrada no solo com uma cota de 2,30 metros no seu ponto mais baixo, um verdadeiro espaço negativo criado a pensar especificamente na experiência perceptiva e sensorial do espectador. Esta obra materializa um dos conceitos mais importantes da arte pública contemporânea, o princípio da participação do espectador na obra de arte, em vez da típica postura contemplativa, ele torna-se num actor e participa na própria obra.
Saturday, January 10, 2009
Arte Pública em Rotundas
O verdadeiro mau gosto: ”Lagartas” colocadas numa rotunda em Albufeira.
No final do mês de Outubro de 2007 decorreu em Serralves um debate sobre a “Arte Pública em Portugal” a “propósito da comemoração do 10º aniversário do lançamento do Prémio Tabaqueira de Arte Pública”. Neste debate, questionou-se a qualidade da arte pública deste país apontando algumas críticas há crescente profusão de escultura pública de “qualidade duvidosa”. Para João Fernandes, director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, “uma estátua honesta é muitas vezes mais interessante que as intervenções abstractizantes que se vêem pelas rotundas de Portugal”, para o escultor Alberto Carneiro muitas dessas obras não têm dignidade, condenando assim a instalação de arte em rotundas.
Desde os anos 80, que a má qualidade da escultura pública instalada em rotundas tem sido objecto de debate e contestação no seio da comunidade artística, levando alguns artistas, historiadores e críticos de arte a denunciar essa realidade procurando alertar a opinião pública e as entidades responsáveis - principalmente Câmaras Municipais.
Paradoxalmente, todo o esforço desencadeado nesse sentido não obteve resultados imediatos, mas pelo contrário, o fenómeno alastrou-se de tal forma que se tornou numa verdadeira moda, neste momento, pode observar-se a sua implementação quase indiscriminadamente por um grande número de municípios em Portugal.
Os responsáveis por este fenómeno desconhecem a principal função da arte pública, ignoram a sua relação próxima com o público e os novos paradigmas estéticos. Insistem em considerar a rotunda como um lugar por excelência da escultura urbana, uma ideia completamente errada, porque a rotunda é um espaço fisicamente morto e inacessível e, portanto, deve ser considerado inapropriado para as artes plásticas. Julgamos que a arte pública deve ocupar, preferencialmente, espaços vivenciais, isto é, ruas, jardins, praças, edifícios e qualquer outro espaço urbano que permita a sua fruição directa.

