Porque é que a Arte Pública é polémica?
Charles Robb - Charles La Trobe, Melbourne. (removida em 2006)

Richard Serra - Tilted Arc, Aço Cor-ten, 1981, Nova Iorque. (peça removida)
Quando a arte abandona os espaços institucionais como os museus e galerias, para explorar as novas potencialidades do espaço público, deixa de usufruir de uma espécie de proteccionismo que as paredes dos espaços institucionais oferecem. O denominado “cubo branco” para além de ter a capacidade de legitimar uma obra de arte, preserva-a das sucessivas investidas que a sua gramática conceptual e formal pode suscitar no público. A arte é simultâneamente exibida e resguardada dos espectadores, normalmente familiarizados com as práticas artísticas contemporâneas, permitindo um juízo crítico dentro do panorama das artes, sem o confronto directo com a sociedade.
No espaço público a arte encontra-se totalmente exposta à sociedade, isso implica uma grande diversidade de opiniões (bem ou mal fundamentadas, com ou sem conhecimentos artísticos) e os mais variados confrontos directos. Ora, o que pode suscitar a polémica são geralmente os seguintes factores:
- Incapacidade para compreender a gramática visual empregue pelo artista;
- Incapacidade para descodificar os elementos simbólicos presentes na obra;
- Falta de identificação com a forma/conteúdo;
- Escassez de informação sobre a obra;
- Falta de qualidade e eficácia da obra;
- Conservadorismo estético;
- Inadequação da obra aos propósitos comemorativos;
- Inadequação da obra ao seu espaço envolvente;
- Considerar a verba destinada à arte demasiado elevada;

