Wednesday, January 21, 2009

Pirâmide Invertida de Bruce Nauman

 


    Em 1977, Kasper Konig convidou nove artistas para conceberem projectos de escultura ao ar livre para a cidade de Munster, na Alemanha. O artista americano Bruce Nauman (n.1941) participou na primeira edição do Projecto Escultórico de Munster (1977), apresentando um projecto site-specific destinado ao Campo Universitário do pólo de Ciências daquela cidade. Apesar de não ter sido executado na época, este projecto acabou por ser recuperado passado trinta anos, integrando a quarta edição da grande exposição internacional de escultura pública de Munster (2007). 

     Bruce Nauman cria assim a ”Square Depression” uma praça em forma de pirâmide invertida subterrada no solo com uma cota de 2,30 metros no seu ponto mais baixo, um verdadeiro espaço negativo criado a pensar especificamente na experiência perceptiva e sensorial do espectador. Esta obra materializa um dos conceitos mais importantes da arte pública contemporânea, o princípio da participação do espectador na obra de arte, em vez da típica postura contemplativa, ele torna-se num actor e participa na própria obra.

Posted by J. R. at 23:43:35 | Permalink | No Comments »

Saturday, January 10, 2009

Arte Pública em Rotundas


  

     O verdadeiro mau gosto: ”Lagartas” colocadas numa rotunda em Albufeira. 

        No final do mês de Outubro de 2007 decorreu em Serralves um debate sobre a “Arte Pública em Portugal” a “propósito da comemoração do 10º aniversário do lançamento do Prémio Tabaqueira de Arte Pública”. Neste debate, questionou-se a qualidade da arte pública deste país apontando algumas críticas há crescente profusão de escultura pública de “qualidade duvidosa”. Para João Fernandes, director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, “uma estátua honesta é muitas vezes mais interessante que as intervenções abstractizantes que se vêem pelas rotundas de Portugal”, para o escultor Alberto Carneiro muitas dessas obras não têm dignidade, condenando assim a instalação de arte em rotundas. 

       Desde os anos 80, que a má qualidade da escultura pública instalada em rotundas tem sido objecto de debate e contestação no seio da comunidade artística, levando alguns artistas, historiadores e críticos de arte a denunciar essa realidade procurando alertar a opinião pública e as entidades responsáveis - principalmente Câmaras Municipais.
        Paradoxalmente, todo o esforço desencadeado nesse sentido não obteve resultados imediatos, mas pelo contrário, o fenómeno alastrou-se de tal forma que se tornou numa verdadeira moda, neste momento, pode observar-se a sua  implementação  quase indiscriminadamente por um grande número de municípios em Portugal. 

        Os responsáveis por este fenómeno desconhecem a principal função da arte pública, ignoram a sua relação próxima com o público e os novos paradigmas estéticos. Insistem em considerar a rotunda como um lugar por excelência da escultura urbana, uma ideia completamente errada, porque a rotunda é um espaço fisicamente morto e inacessível e, portanto, deve ser considerado inapropriado para as artes plásticas. Julgamos que a arte pública deve ocupar, preferencialmente, espaços vivenciais, isto é, ruas, jardins, praças, edifícios e qualquer outro espaço urbano que permita a sua fruição directa. 

 

Posted by J. R. at 20:30:21 | Permalink | Comments (5)

Thursday, January 8, 2009

Sem Comentários

 

Posted by J. R. at 23:50:38 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, January 4, 2009

Vídeo: Três intervenções de arte pública sobre o Holocausto

 

 

Posted by J. R. at 23:56:08 | Permalink | No Comments »