Friday, April 18, 2008

Vídeos: Dani Karavan

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O Homem Sol de Jorge Vieira - 1º parte

 
         “Homem-Sol” é o título desta escultura de Jorge Vieira criada para o recinto da Expo’98, integrado no “programa” de arte urbana desenvolvido para esta grande exposição internacional, que decorreu de 22 de Maio a 30 de Setembro de 1998.
         Jorge Vieira (1922-1998) desenvolveu um percurso artístico marcado pelo primitivismo, abstracção e surrealismo. Embora não tenha participado em nenhum grupo e defendido um movimento em particular, o seu trabalho percorreu livremente várias poéticas, procurando o caminho da escultura moderna.
        A passagem pela Slade School of Arts desempenhou um papel fundamental na sua formação, porque permitiu um contacto directo com grandes nomes da escultura como Henry Moore, Reg Butler, entre outros e ensaiar novas formas escultóricas longe do academismo nacional. Para além disso, destacam-se as viagens que o artista realizou pela Europa, permitindo observar pela primeira vez a arte de Picasso, Arp, Max Ernst e Victor Brauner. 

 


       Nos anos 50, Jorge Vieira teve o seu primeiro reconhecimento fora de Portugal ao ser premiado num concurso de grande relevo internacional, dedicado ao Prisioneiro Político Desconhecido. Este concurso promovido pelo Institute of Contemporary Arts de Londres contou com a participação de várias dezenas de artistas de diversas nacionalidades. Jorge Vieira foi o único artista português admitido a concurso, obtendo um segundo prémio - embora merecesse claramente o primeiro - que lhe permitiu participar na exposição exibida na famosa Tate Gallery. 


       Todo este destaque internacional não foi suficiente para o artista conseguir desenvolver projectos de escultura pública, excepto alguns conjuntos escultóricos para lojas, instituições, universidades e entidades bancárias (alguns desses trabalhos foram destruídos ou estão desaparecidos). Só a partir da década de 90, desenvolve um conjunto de encomendas públicas de grande monumentalidade, como é o caso da escultura de final de carreira destinada ao Parque Expo. O Homem-Sol para além de fazer referência a um ser híbrido, sem no entanto negar a sua forma abstracta, pode ser entendida como uma síntese de todo o percurso desenvolvido pelo artista, congregando a simbiose surrealista com a abstracção pura, o esquematismo primitivista com a exploração tridimensional. 

         

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